Publicado por: Djalma Santos | 28 de novembro de 2010

Polinização e fecundação nas espermatófitas

A polinização nas gimnospermas, consiste na transferência do pólen diretamente para a micrópila do óvulo, que não se encontra protegido dentro do ovário. A adesão direta à micrópila, que ocorre graças a um fluido pegajoso secretado pelo óvulo, se deve ao fato da ausência de estigma e estilete nos “carpelos” das gimnospermas. Após a polinização e fecundação, os óvulos originam sementes (os pinhões), que contêm o embrião envolvido por uma reserva alimentar e uma casca. As gimnospermas são dotadas de “flores” rudimentares (diclinas e aperiantadas), chamadas estróbilos (cones) que respondem pela sua reprodução sexuada, havendo estróbilos femininos (macrostróbilos ou megastróbilos) e masculinos (microstróbilos), mostrados na figura abaixo.

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Os dois de estróbilos podem ocorrer na mesma planta (espécies monoicas ou bissexuadas) ou em plantas diferentes (espécies dioicas ou unissexuadas). No caso das dioicas, as plantas masculinas formam cones menores em que são produzidos os grãos de pólen (micrósporos) e as femininas formam cones maiores, nos quais são produzidos os óvulos (macrósporos ou megásporos). Durante a germinação do pólen, a célula germinativa (generativa ou geradora ou reprodutiva) se divide por mitose e produz duas células-filhas haploides (n), a célula estéril e a célula espermatogênica, que sofre nova mitose produzindo duas células espermáticas (gametas masculinos). Ao atingir a oosfera, o núcleo de uma das células espermáticas se funde com o núcleo da oosfera produzindo o ovo ou zigoto (2n) e a outra célula degenera. Como se pode notar, a fecundação nas gimnospermas é simples (apenas um dos dois núcleos espermáticos é funcional), ao contrário do que ocorre com as angiospermas, que, como veremos adiante, é um processo duplo.

Os representantes mais conhecidos das gimnospermas são os pinheiros (figura a seguir), os ciprestes e as sequóias, pertencentes ao grupo das coníferas, cujos estróbilos, como mencionamos acima, são denominados cones.

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Nas angiospermas, polinização é o transporte do pólen (esquema abaixo) da antera, que compõe o estame (verticilo masculina da flor), para o estigma, que integra o carpelo (verticilo feminina da flor), possibilitando a fecundação. A abertura da antera, para liberação do pólen, é denominada deiscência.

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Chegando ao estigma, o grão de pólen sofre um alongamento (quimiotropismo), formando o tubo polínico (figura a seguir), que é, em última análise, um prolongamento do pólen, visando alcançar o óvulo presente no ovário.

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À medida que o esse tubo cresce, ao longo do estilete, em direção ao óvulo, a célula germinativa (célula geradora) se divide por mitose, formando dois anterozoides haploides (gametas masculinos), denominados primeiro e segundo anterozoide (figura abaixo). A célula vegetativa, que vai à frente, orientando o crescimento do tubo polínico, ao entrar em contato com o saco embrionário se degenera.

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O primeiro anterozoide fecunda a oosfera (gameta feminino), presente no saco embrionário (ver figura de um óvulo maduro, abaixo), formando o ovo ou zigoto (2n) que dará origem, por mitose, ao embrião ou plântula. O segundo anterozoide funde-se com os 2 núcleos polares (mesocistos), também presentes no saco embrionário, originando uma célula triploide (3n) que dará origem, por mitose, ao endosperma ou albúmen (reserva alimentar), tecido exclusivo das angiospermas. Como se pode constatar, nas angiospermas, a fecundação é dupla, ao contrário das gimnospermas, que, como mostramos acima, é simples.

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Após a fecundação, a flor murcha, perdendo, em geral, cálice, corola e androceu, permanecendo apenas o ovário, que se desenvolve e dá origem ao fruto propriamente dito, que pode, portanto, ser conceituado como o ovário fecundado e desenvolvido. O fruto, exclusivo das angiospermas, apresenta duas partes: pericarpo e semente (figura a seguir).

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O pericarpo, que envolve a semente, é representado pelas paredes do fruto e provém da parede do ovário, sendo constituído, via de regra, por epicarpo, mesocarpo e endocarpo. O epicarpo é a camada externa e provém da epiderme inferior da folha (epiderme externa do ovário). O mesocarpo é a porção mediana e tem sua origem a partir do mesófilo (parênquima foliar), localizado entre a epiderme externa e interna do ovário. Via de regra, esta é a parte do fruto que sofre maior desenvolvimento, acumulando e sintetizando substâncias nutritivas. O endocarpo é a camada interna e provém da epiderme superior da folha (epiderme interna do ovário).

A semente, que provém do óvulo fecundado e desenvolvido, é constituída por tegumento e amêndoa. O tegumento se origina dos envoltórios do óvulo (primina e secundina) e tem por função proteger o embrião.  A amêndoa provém do saco embrionário fecundado, sendo constituída de embrião e albúmen ou endosperma. O embrião (2n) que, como mencionamos acima, provém da oosfera fecundada pelo primeiro anterozoide, é constituído por radícula, caulículo, gêmula e contilédone (ou cotilédones, em se tratando das dicotiledôneas).  A radícula desenvolve-se, dando origem à raiz. O caulículo dá origem ao hipocótilo, parte inicial do caule, situado abaixo do cotilédone (figura abaixo). A gêmula dá origem à parte superior do caule, o epicótilo, situado acima do cotilédone, bem como às primeiras folhas. Os cotilédones são folhas temporárias que funcionam na digestão, absorção e armazenamento de alimento do endosperma, sendo de grande importância para o embrião, antes e durante a germinação. O albúmen (3n), formado, como mencionamos acima, a partir da fecundação dos núcleos polares pelo segundo anterozoide, contém substância alimentícia de reserva para a germinação do embrião ou plântula, que é a parte essencial da semente. Como se pode constatar, todas as estruturas da semente são diploides (2n), exceto o endosperma que é triploide (3n).

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TIPOS DE POLINIZAÇÃO

I. DE ACORDO COM O AGENTE POLINIZADOR

Ia. Entomófila: feita pelos insetos. Dentre esses agentes polinizadores, merecem destaque especial as borboletas e as abelhas (figura a seguir). O uso de abelhas na agricultura pode aumentar a produtividade da lavoura e multiplicar rapidamente os lucros das fazendas, sem a necessidade de grandes investimentos.

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Ib. Ornitófila: polinização intermediada por pássaros. A língua e o bico longos do beija-flor (figura abaixo), por exemplo, são adaptações que facilitam a obtenção do néctar, mola propulsora da ornitofilia.

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Ic. Quiropterófila: polinização em que o grão de pólen é disseminado por morcegos (figura a seguir). Eles costumam transportar o pólen de uma flor para outra com uma precisão quase infalível, e muitos morcegos obtêm parte significativa de sua dieta proteica do pólen consumido. Foi constatado que o grão de pólen das flores polinizadas por morcegos possui níveis proteicos significativamente maiores que os polens de flores polinizadas por insetos. As flores quiropterófilas exibem, dentre outras características, um forte odor de fermentação ou de frutas, ou de cheiro azedo igual ao que esses animais produzem para atrair outros indivíduos.

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Existe uma estreita correlação entre o tipo de polinização usado por uma espécie de planta e as características de suas flores e estruturas reprodutoras. Flores coloridas, por exemplo, são especializadas em atrair pássaros e insetos; flores noturnas geralmente são brancas, ou de coloração clara, e bastante perfumadas, são especializadas em polinização por morcegos; a produção de néctar é uma forma de atrair animais polinizadores (insetos, pássaros e morcegos); algumas flores produzem grande quantidade de pólen (liso e leve) para ser levado pelo vento, etc. Em resposta ao serviço prestado às angiospermas, os animais polinizadores são recompensados com o néctar doce, rico em energia, ou com o pólen, rico em proteínas. Os animais, em verdade, não têm “consciência” do importante serviço que realizam, fazendo-o, apenas, porque têm fome.

Id. Hidrófila: feita pela água. Fenômeno raro entre as angiospermas. Muito poucas angiospermas, cerca de 79 famílias e 380 gêneros, são aquáticas e submersas, vivendo em ambientes marinhos ou de água doce. Em cerca de 18 desses gêneros, o pólen é transportado sobre a água ou flutua de uma planta à outra na superfície da água. Em algumas dessas plantas, os grãos de pólen são filiformes, aumentando assim suas chances de entrar em contato com o estigma receptivo, ou então eles são encadeados entre si, surtindo o mesmo efeito. Há espécies em que a flor estaminada (dotada de estames) inteira é liberada debaixo d’água e flutua até a superfície, onde os estames se tornam eretos e funcionam como uma vela. Flutuando, a grande flor pistilada (dotada de pistilo ou carpelo) cria, devido à tensão superficial, uma depressão na superfície da água, na qual as pequenas flores estaminadas “caem” (figura abaixo).

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Ie. Anemófila: feita pelo vento. Nas gimnospermas, cujos grãos de pólen são dotados de duas cavidades cheias de ar, a fim de facilitar o transporte, a polinização ocorre, via de regra, pelo vento. As flores das plantas dotadas de polinização anemófila são, geralmente, pequenas, desprovidas de perianto, pouco atrativas, carentes de nectários e, como mencionamos acima, produtoras de grande quantidade de pólen. Sendo levados pelas correntes de ar e depositados por toda a planta, a produção do polén em pequena escala reduziria muito a probabilidade da polinização. Com a superprodução, o desperdício de grãos de pólen é compensado, assegurando, assim, a chance de que alguns caiam sobre os estigmas. As anteras das espécies anemófilas apresentam filetes longos e flexíveis (figura a seguir) que, oscilando com o vento, facilitam a dispersão do grão de pólen, por ocasião da deiscência das anteras. Os estigmas dessas espécies costumam ser longos, ramificados e de aspecto plumoso, o que lhe confere maior superfície receptiva. Frequentemente as flores são de sexos separados (díclinas) e as pequenas flores masculinas podem se apresentar reunidas em espigas que, quando agitadas, soltam nuvens de pólen.

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A TABELA ABAIXO MOSTRA AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE AS FLORES POLINIZADAS PELOS INSETOS E AS POLINIZADAS PELO VENTO

FLORES COM POLINIZAÇÃO ENTOMÓFILA FLORES COM POLINIZAÇÃO

ANEMÓFILA

Pétalas grandes, vistosas e coloridas. Pétalas pequenas, não coloridas, até mesmo ausentes.
Frequentemente perfumadas, Não têm perfume.
Frequentemente possuem nectários. Não têm néctar.
As anteras no interior da flor deixam mais facilmente o pólen sobre o corpo dos insetos visitantes. As anteras são pendentes, bem expostas ao vento.
O estigma fica no interior da flor, de modo a recolher o pólen do corpo dos insetos visitantes. O estigma é grande, plumoso e bem exposto fora da flor, para capturar o pólen disperso no ar.
O pólen é pegajoso e com a superfície rugosa, para aderir ao corpo do inseto. O pólen é pequeno e leve, para ser transportado pelo vento.
O pólen é produzido numa quantidade relativamente grande, porque parte deles é comida ou transportada para a flor errada. O pólen é produzido em grande quantidade, porque a maioria se dispersa.
As flores aparecem na estação quente, junto com os insetos. As flores, às vezes, aparecem na estação fria, quando ainda faltam as folhas.

A polinização pode ser feita também pelo homem. Neste caso, são utilizados procedimentos artificiais na polinização de espécies cultivadas.

II. DE ACORDO COM O “CAMINHO” PERCORRIDO PELO PÓLEN

IIa. Direta ou autogâmica: é a polinização em que o grão de pólen cai no carpelo da mesma flor que o produziu. A autogamia é o tipo mais raro de polinização e pode ocorrer nas flores monóclinas (bissexuadas), que, na maioria dos casos, não se autofecundam. Em algumas flores, conhecidas como protândricas, verifica-se, primeiramente, o amadurecimento do androceu (papo-de-peru, compostas, etc) e, em outras, denominadas flores protóginas, o gineceu é o primeiro a amadurecer (salvia, crucíferas, etc). Esse fenômeno de amadurecimento em tempos diferentes, que é chamado dicogamia, impede uma polinização direta, em condições naturais. Além da dicogamia, a autopolinização pode também ser impossibilitada pela disposição dos carpelos e dos estames, que impede a queda do pólen no estigma da mesma flor. Este fenômeno, que ocorre na íris, por exemplo, é conhecido como hercogamia. Há ainda muitas espécies, em que ocorre uma auto-incompatibilidade genética. Neste caso, os grãos de pólen produzidos por uma planta são incompatíveis com os carpelos da própria flor, só se desenvolvendo em flores de outras plantas. Se uma planta é geneticamente incompatível, ela terá sempre fecundação cruzada, mesmo que seus polens e estigmas entrem em contato regularmente e amadureçam ao mesmo tempo. Lembramos que nas flores cleistogâmicas, como as ervilhas-de-cheiro, utilizadas por Mendel, o perianto enclausura o androceu e o gineceu, obrigando a que ocorra, naturalmente, uma autofecundação.

A autopolinização pode ser vantajosa em algumas circunstâncias. Populações de plantas autogâmicas possuem, via de regra, proporções maiores de indivíduos geneticamente semelhantes do que populações onde predomina a polinização cruzada (xenogamia). Dependendo do genótipo, muitos indivíduos das plantas autopolinizadas podem estar bem adaptados a um determinado ambiente. Uma segunda vantagem é a independência em relação aos animais ou outros agentes polinizadores. Sob qualquer circunstancia, exceto em se tratando de dano físico ou extrema seca, as plantas autopolinizadas produzirão sementes. Esta segunda vantagem explica o fato de as espécies autopolinizadas serem relativamente bem representadas em locais onde animais visitantes podem ser raros, como nas altas montanhas ou nos extremos norte e sul do planeta.

IIb. Indireta ou alogâmica: é a polinização em que o grão de pólen cai sobre o carpelo de outra flor, situada no mesmo organismo. Ocorre em plantas monoicas (bissexuadas) dotadas de flores díclinas (unissexuadas).

IIc. Cruzada ou xenogâmica: é a polinização em que o grão de pólen de uma flor é transferido para o carpelo de outra flor situada em um organismo diferente. Essa, em condições naturais, é o único tipo de polinização possível para as plantas dioicas (unissexuadas). A polinização cruzada aumenta a probabilidade de serem formadas novas combinações gênicas nos descendentes, podendo, como consequência, promover a adaptação da prole a possíveis variações ambientais. Dessa forma, ela atua impulsionando a evolução.

FIXANDO

01. (UFRPE) A polinização é o transporte dos grãos de pólen das anteras para o estigma das flores, possibilitando a fecundação. A eficiência do mecanismo de transporte desse pólen é fundamental para a sobrevivência da espécie, seja ela feita pelo vento, por insetos ou por outra forma de polinização. Com relação a esse assunto, analise as proposições seguintes.

1. A anemofilia ocorre em flores relativamente pequenas, com perianto não atrativo e grandes anteras que ficam pendentes para fora, agitadas pelo vento, como no caso das gramíneas: arroz, trigo e milho.

2. A entomofilia e a ornitofilia ocorrem em plantas com flores que têm corolas vistosas, nectários e glândulas odoríferas. Algumas, como o antúrio, têm inflorescências circundadas por grandes brácteas coloridas.

3. Há mecanismos genéticos de autoesterilidade que impedem a germinação do pólen sobre o estigma da própria flor.

4. Há mecanismos capazes de evitar a autopolinização em plantas com flores hermafroditas, como, por exemplo, a existência de estames sob o estigma ou o amadurecimento dos estames e dos óvulos em diferentes épocas.

Está(ão) correta(s):

a) 1 e 2, apenas.

b) 1, 2, 3 e 4.

c) 2 e 3, apenas.

d) 3 e 4, apenas.

e) 2, apenas.

02. (UCDB-MT) Considerando a grande variabilidade das angiospermas, podemos lembrar as adaptações ecológicas dessas plantas ao tipo de polinização. Associe a coluna A (que contém tipos de flores) com a coluna B (que contém agentes polinizadores):

COLUNA A COLUNA B
I. corolas vistosas a. vento
II. estigmas plumosos b. pássaros
III. flores que abrem à noite c. mosca-varejeira
IV. cheiro de carniça d. morcego

A associação correta é:

a) I-b; II-c; III-a; IV-d.

b) I-c; II-b; III-d; IV-a.

c) I-b; II-a; III-d; IV-c.

d) I-a; II-d; III-b; IV-c.

e) I-d; II-a; III-c; IV-b.

03. (PUC-RS) Com relação às angiospermas, é incorreto afirmar que

a) o gineceu é o órgão feminino da flor. Compõe-se de um ou mais carpelos, constituídos por estigma, estilete e ovário.

b) o androceu é o órgão masculino da flor. Compõe- se de um ou vários estames, constituídos por antera e filete.

c) algumas flores possuem apenas o androceu, caracterizando-se como flores masculinas. A flor feminina tem apenas o gineceu. Se os dois órgãos reprodutores estiverem presentes na mesma flor, ela é considerada hermafrodita.

d) a polinização por insetos é vantajosa para as angiospermas, pois diminui a possibilidade de fecundação cruzada.

e) flores polinizadas por animais, como as do jasmim, são dotadas de atrativos como pétalas vistosas, perfume e néctar, um líquido adocicado que pode alimentar os insetos.

04. (UEL) Relacione os mecanismos que dificultam a autofecundação ou que favorecem a fecundação cruzada, em diversas espécies de plantas (coluna I), às suas respectivas definições (coluna II)

COLUNA I

I. Dicogamia

II. Protandria

III. Protoginia

IV. Hercogamia

COLUNA II

(  ) Os estames amadurecem primeiro que os ovários.

(  ) Barreira física que dificulta o contato do pólen com o estigma da própria flor.

(  ) O amadurecimento de estames e ovários em momentos diferentes.

(  ) Os pistilos amadurecem primeiro que os estames.

A ordem correta dos elementos da COLUNA II é:

a) IV, I, III, II.

b) I, III, II, IV.

c) IV, II, I, III.

d) III, I, II, IV.

e) II, IV, I, III.

05. (UDESC) Analise as afirmativas quanto à polinização e à reprodução nas plantas gimnospermas.

I. Algumas espécies de pinheiro do gênero Pinus são monoicas, e outras, como o pinheiro-do-Paraná, são dioicas.

II. Os morcegos, as abelhas e os pássaros são os principais agentes polinizadores.

III. As flores apresentam autofecundação, e o vento contribui para autofecundação transportando as oosferas.

IV. Sementes de gimnospernas não estão localizadas no interior de um fruto.

V. O grão de pólen possui sacos aéreos que, durante o dia, ao se manterem aquecidos, são carregados pelo vento; e à noite, quando a temperatura é reduzida, eles caem sobre as flores femininas.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas IV e V são verdadeiras.

b) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.

c) Somente as afirmativas III e V são verdadeiras.

d) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras.

e) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.

06. (PUC-RS) Muitos mamíferos são importantes polinizadores, enquanto outros são eficientes dispersores de sementes, que podem desempenhar um papel essencial na regeneração das florestas onde vivem. Para que um representante frugívoro da ordem Chiroptera (morcegos) seja um dispersor de sementes eficiente, ele deve

a) alimentar-se exclusivamente de briófitas e pteridófitas.

b) mastigar bem cada semente para quebrar sua dormência.

c) apresentar adaptações morfológicas para levar o pólen de uma planta para outra.

d) levar as sementes para longe da árvore-mãe e depositá-las em local adequado.

e) manter as sementes sob a copa da árvore-mãe para protegê-las das intempéries.

07. (UFV) A reprodução sexuada das angiospermas envolve um evento denominado polinização. Das afirmativas abaixo, referentes a esse evento, assinale a incorreta.

a) A polinização é a transferência do grão de pólen da antera para o estigma da própria ou de outra flor.

b) Os polinizadores bióticos buscam recursos alimentares nas flores e podem promover a polinização.

c) Vários agentes podem agir como polinizadores: a água, os insetos, as aves e os mamíferos, por exemplo.

d) As flores polinizadas pelo vento são grande e vistosas, encontradas em ambientes de elevada altitude.

08. (UFRGS) Entre as adaptações que contribuíram para o amplo sucesso evolutivo das gramíneas, estão

a) a polinização por aves e as raízes fasciculadas.

b) a polinização por insetos e as raízes pivotantes.

c) a polinização pelo vento e os caules subterrâneos.

d) a polinização por insetos e as folhas paralelinérveas.

e) a polinização pelo vento e as flores pentâmeras.

09. (UNESP) Flores hermafroditas de uma determinada espécie de planta foram polinizadas manualmente sendo que, em algumas, o pólen depositado sobre os estigmas era proveniente de anteras das mesmas flores (grupo A). Em outras, o pólen depositado sobre os estigmas era proveniente de anteras de outras flores da mesma espécie (grupo B). A figura apresenta os resultados obtidos a partir dessas polinizações.

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Tendo o gráfico como referência, pode-se afirmar que:

a) essa espécie de planta apresenta algum tipo de mecanismo que impede a autofecundação.

b) essa espécie de planta apresenta algum tipo de mecanismo que impede a fecundação cruzada.

c) nessa espécie de planta, a fecundação cruzada garante maior sucesso reprodutivo.

d) nessa espécie de planta, o androceu amadurece antes que o gineceu.

e) nessa espécie de planta, o gineceu amadurece antes que o androceu.

10. (UFLA) Uma das razões atribuídas ao grande sucesso evolutivo e ecológico das angiospermas é a exploração dos insetos como polinizadores. Nesse processo, a planta sinaliza ao inseto a disponibilidade de um recurso energético ou nutritivo e, no processo de coleta desse recurso, o inseto leva o pólen de uma flor para a outra. Com relação a esse processo, assinale a alternativa correta.

a) A estrutura sinalizadora mais comumente utilizada pela planta é o cálice, formado por sépalas. O pólen é levado do estigma de uma flor para a antera de outra flor.

b) A estrutura sinalizadora mais comumente utilizada pela planta é o androceu, formado por pétalas. O pólen é levado do estigma de uma flor para a antera de outra flor.

c)A estrutura sinalizadora mais comumente utilizada pela planta é o estigma, formado por pétalas. O pólen é levado da corola de uma flor para o cálice de outra flor.

d) A estrutura sinalizadora mais comumente utilizada pela planta é a corola, formada por pétalas. O pólen é levado da antera de uma flor para o estigma de outra flor.

e) A estrutura sinalizadora mais comumente utilizada pela planta é o estigma, formado por pétalas. O pólen é levado do cálice de uma flor para a corola de outra flor.

11. (FUVEST) O fato de, em algumas flores, o androceu amadurecer antes do gineceu é uma adaptação que garante:

a) maior produtividade de frutos.

b) floração mais prolongada da espécie.

c) fecundação cruzada dos indivíduos.

d) maior produção de sementes.

e) polinização por pássaros e insetos.

12. (FMABCA-SP) A protandria e a protoginia em flores de angiospermas são mecanismos que:

a) facilitam a rápida dispersão das sementes.

b) impedem, mecanicamente, a fecundação precoce das oosferas.

c) dificultam o acesso de agentes polinizadores.

d) facilitam o acesso de agentes polinizadores.

e) dificultam ou impedem a autogamia.

13. (UFRN)

Caros candidatos

Vocês estão convidados a fazer um passeio numa área de Mata Atlântica, onde verão um maravilhoso ecossistema. Nesse passeio, vocês estarão em contato com a natureza, verão de perto a diversidade da fauna e da flora, compreenderão como as espécies se inter-relacionam, se reproduzem e como se dão alguns fenômenos biológicos nos seres que vivem ali e até naqueles que visitam esse ambiente. Vocês terão a oportunidade de verificar de que maneira o homem pode interferir nesse meio, alterando-o, e quais as consequências disso. Também serão convocados a responder a questões básicas no campo da Biologia. Para tanto, contarão com a companhia de Ribossomildo, um experiente pesquisador, que lhes servirá de guia. Ele dispõe de material para ilustrar, quando necessário, essa atividade de campo. Fiquem tranquilos: vocês estão preparados, e o passeio será muito proveitoso, pois Ribossomildo só lhes dará informações cientificamente corretas. Vamos lá?

“A perpetuação das espécies depende da capacidade de reprodução das mesmas, e isto se dá por diversos processos” – declara Ribossomildo.

Para ilustrar essa declaração, ele coleta dois exemplares de flores, representados nas figuras abaixo, e mostra que há diferenças entre elas, inclusive em relação às estruturas envolvidas no processo de polinização.

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Analisando-se as figuras I e II, pode-se afirmar que a flor:

a) II deve ser polinizada pelo vento, pois contém pequena quantidade de pólen no pistilo, o qual está representado pela letra w.

b) II deve ser polinizada por insetos, pois contém pequena quantidade de pólen no estigma, o qual está representado pela letra y.

c) I deve ser polinizada por insetos, pois contém grande quantidade de pólen no estilete, o qual está representado pela letra z.

d) I deve ser polinizada pelo vento, pois contém grande quantidade de pólen na antera, a qual está representada pela letra x.

14. (UFMG) Observe estas figuras, em que estão ilustrados alguns tipos de polinização de plantas com flores:

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(FONTE: RAVEN, P. N., et al. “Biologia Vegetal”. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. p. 510-519.)

Com base nas informações dessas figuras e em outros conhecimentos sobre o assunto, é incorreto afirmar que, para a ação dos agentes polinizadores, é importante

a) em IV, o tamanho das anteras.

b) em II, a coloração das pétalas.

c) em I, a quantidade de grão de pólen.

d) em III, a produção de néctar.

15. (PUC-PR) A figura nos permite concluir que:

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a) as flores são homoclamídeas.

b) ambas as flores são pentâmeras.

c) a polinização é autogâmica e é realizada por meio de insetos.

d) a planta é dioica.

e) a polinização é entomófila.

16. (PUC-MG) A interação planta/animal que ocorre na natureza representa um excelente exemplo de coevolução. Uma flor com pétalas grandes, vistosas, brancas, amarelas ou azuis, frequentemente perfumada com nectários pequenos na base da flor, é de polinização especialmente:

a) entomófila.

b) anemófila.

c) ornitófila.

d) hidrófila.

17. (UFF) A polinização é um pré-requisito para a fertilização e produção de sementes. Assinale a opção que se refere, incorretamente, a esse processo:

a) Nas gimnospermas, a polinização corresponde ao transporte do grão de pólen desde o microsporângio até a micrópila do óvulo.

b) Nas angiospermas e gimnospermas, a polinização é o transporte do grão de pólen (gameta masculino) até o óvulo da flor (gameta feminino).

c) Nas angiospermas, a polinização ocorre tanto por zoofilia, o que aumenta a frequência de fecundação cruzada, quanto por anemofilia.

d) Nas gimnospermas, a polinização ocorre, geralmente, por anemofilia.

e) Nas angiospermas, a polinização é o transporte do grão de pólen desde as anteras até o estigma da flor.

18. (FCMSC) Qual das seguintes características indica uma planta anemófila?

a) Flor com nectários.

b) Flor com odor.

c) Flor com estigma pequeno.

d) Anteras contendo pólen abundante e seco.

e) Flor com muitas pétalas coloridas e vistosas.

19. (UFRS) Em relação à propagação das angiospermas, são feitas as seguintes afirmações.

I. A presença do gineceu e do androceu na mesma flor permite, durante o processo de reprodução, uma variabilidade genética maior.

II. Flores com corolas vistosas, glândulas odoríferas e glândulas nectaríferas geralmente estão adaptadas à polinização pelo vento.

III. Geralmente os agentes polinizadores e disseminadores de frutos e sementes são o vento, a água e os animais.

Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas I e II.

e) I, II e III.

20. (FATEC) Nos vegetais superiores, o processo de polinização permite a troca de genes entre dois indivíduos e, consequentemente, a variabilidade genética na espécie. A eficiência do processo é garantida pela adaptação da flor a um determinado agente polinizador. Analise as adaptações a seguir e assinale a alternativa que contém a relação correta entre essas e o agente polinizador.

I. Estigmas plumosos

II. Corola vistosa

III. Filetes longos e flexíveis

IV. Grande quantidade de grãos de pólen

V. Glândulas odoríferas

VI. Glândulas produtoras de néctar

a) Agente polinizador – vento

Adaptações: IIIIII.

b) Agente polinizador – pássaros

Adaptações: IIIIIIV

c) Agente polinizador – insetos

Adaptações: IIVVI.

d) Agente polinizador – pássaros

Adaptações: IVVVI

e) Agente polinizador – vento

Adaptações: IIIIV

21. (UNIFEI) As estruturas que estão presentes tanto no pinheiro quanto no coqueiro são:

a) grãos de pólen, óvulos e frutos.

b) grãos de pólen, óvulos e sementes.

c) grãos de pólen, sementes e frutos.

d) óvulos, sementes e frutos.

22. (UFLA) As angiospermas, como as laranjeiras, feijoeiros e cajueiros, têm as sementes contidas nos frutos e constituem o grupo de plantas com maior número de espécies. Apresentam-se, as seguir, quatro proposições com relação à fecundação das angiospermas.

I. É independente da água.

II. Fecundação dupla.

III. Endosperma é derivado da união do núcleo gamético com dois núcleos polares.

IV. Endosperma diploide.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as proposições II e III são corretas.

b) Somente as proposições I, III e IV são corretas.

c) Somente as proposições II, III e IV são corretas.

d) Somente as proposições I, II e III são corretas.

23. (UFTM)Matheus retirou um grão de milho de uma espiga e plantou-o em um vaso com terra úmida. Depois de alguns dias, esse grão deu origem a uma planta. Diante desse fato, esse grão de milho formado na espiga corresponde a

a) Um fruto, e para isso houve a formação do tubo polínico com dois núcleos espermáticos, fecundação da oosfera e dos núcleos polares e desenvolvimento do óvulo e do ovário.

b) Um fruto, e para isso houve a formação do tubo polínico com dois núcleos espermáticos, houve apenas a fecundação da oosfera e ocorreu o desenvolvimento do óvulo e do ovário.

c) Um fruto, e para isso houve a formação do tubo polínico com um núcleo espermático, houve a fecundação da oosfera e dos núcleos polares e apenas o ovário se desenvolveu.

d) Uma semente, e para isso houve a formação do tubo polínico com dois núcleos espermáticos, houve a fecundação da oosfera e dos núcleos polares e ocorreu o desenvolvimento apenas do óvulo.

e) Uma semente, e para isso houve a formação do tubo polínico com dois núcleos espermáticos, houve a fecundação dos núcleos polares e ocorreu o desenvolvimento apenas do ovário.

24. (MACK) Em um determinado parque da capital de São Paulo, os visitantes são alertados por uma placa colocada ao lado de um enorme pinheiro-do-Paraná com o seguinte aviso:

CUIDADO COM OS FRUTOS QUE CAEM

Esse alerta está:

a) correto, porque o que cai são os enormes estróbilos femininos (pinhas) que constituem os frutos.

b) correto, porque o que cai são os pinhões, frutos pequenos que podem cair muitos ao mesmo tempo.

c) incorreto, porque os pinhões que caem são sementes desenvolvidas nos estróbilos femininos.

d) incorreto, porque os pinhões que caem são sementes produzidas nos enormes estróbilos femininos que constituem os frutos.

e) incorreto, porque o cai são estróbilos masculinos que são maior do que os femininos.

25. (UNIFESP) No planeta, são referidas aproximadamente 800 espécies de gimnospermas e 220.000 espécies de angiospermas. Sobre essa diferença numérica, foram feitas as seguintes afirmações:

I. Em certo momento, no passado geológico, houve mais espécies de gimnospermas que de angiospermas. Porém, o surgimento da flor nas angiospermas conferiu um maior sucesso adaptativo a esse grupo.

II. O surgimento das sementes nas gimnospermas já representou um grande passo na conquista do ambiente terrestre. Porém, com a presença dos frutos, as angiospermas tiveram maior dispersão assegurada.

III. As angiospermas ocorrem nas regiões mais quentes do globo e as gimnospermas estão restritas às áreas não tropicais e mais frias. Como existem mais áreas quentes, há mais angiospermas que gimnospermas no planeta.

IV. A dupla fecundação, que surgiu nas gimnospermas, foi aperfeiçoada nas angiospermas com o surgimento do envoltório da semente. Isso também explica a maior dispersão e o maior número de angiospermas.

Considerando a evolução das plantas no ambiente terrestre, estão corretas somente:

a) I e II.

b) I e IV.

c) II e III.

d) I, II e III.

e) II, III e IV.

26. (FATEC) Nas angiospermas, os frutos e as sementes têm origem, respectivamente, nos seguintes elementos florais esboçados no diagrama abaixo:

26T

FRUTOS SEMENTES
a V I
b III II
c IV III
d IV II
e III I

27. (UFRS) A Araucaria angustifolia, gimnosperma nativa da região sul do Brasil, produz anualmente cerca de 80 cones femininos, cada um originando em média 90 pinhões.

Com base nessas informações, preencha as lacunas a seguir. As plantas femininas das araucárias produzem ……………, cada um deles originando muitos pinhões. O pinhão corresponde ……………., que é constituído(a) por casca, …………… e …………… .

Assinale a alternativa que preeenche corretamente essas lacunas, na ordem em que aparecem.

a) megásporos – ao fruto – ovário – endosperma.

b) estróbilos – à semente – embrião – endosperma.

c) estróbilos – ao fruto – semente – cotilédone.

d) megasporângios – à inflorescência – embrião – tegumento.

e) megásporos – à semente – zigoto – cone.

28. (UPE) A figura esquemática abaixo representa um corte longitudinal do óvulo de uma angiosperma. Entre as estruturas do óvulo indicadas pelas setas numeradas, assinale aquela responsável pela formação do embrião.

28T

a) 1 – antípodas.

b) 2 – núcleo polar.

c) 3 – sinérgidas.

d) 4 – oosfera.

e) 5 – saco embrionário.

29. (UMC-SP) Uma árvore bastante conhecida dos brasileiros, especialmente na região Sul, é o pinheiro-do-paraná. Nas alternativas desta questão foram colocadas algumas características dessa planta e você deverá assinalar a alternativa incorreta.

a) O fruto é comestível e conhecido popularmente com pinhão.

b) É planta gimnosperma.

c) É planta dioica.

d) O cone ou pinha é um conjunto de pinhões.

e) A polinização do pinheiro-do-paraná é essencialmente anemófila.

30. (UFMS) “Os habitantes das florestas subtropicais sobreviviam da coleta de plantas, da caça e da pesca realizada através de lanças.”

“Faziam parte da alimentação dessas habitantes, frutas (designação geral para fruto comestível, geralmente adocicado) e pinhões”.

Observe a figura.

30T

No texto destacado, o pinhão não foi considerado um fruto, porque

a) se desenvolve do ovário de Araucária, sem que haja, no entanto, fecundação.

b) esse é um texto para leigos – na verdade, se o pinhão contém o embrião, é considerado um fruto.

c) o verdadeiro fruto é a pinha, não o pinhão.

d) o pinhão, na verdade, é apenas uma semente.

e) o pericarpo, indicado em “C”, não é carnoso.

GABARITO

 

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
B C D E D C D C C D
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C E D A E A B D C C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
B D A C A B B D A D

 

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Responses

  1. “… Ao atingir a oosfera, o núcleo de uma das células espermáticas se funde com o núcleo da oosfera produzindo o ovo ou zigoto (2n) e a outra célula degenera”

    Professor, qual seria o motivo desta segunda célula degenerar? Imaginei que seria pelo fato de a primeira já ter fecundado, mas nesse caso, então, por que da existência da segunda? Precaução?

    Abraço.

    • João Pedro
      Leia o texto a seguir, extraído do material “polinização e fecundação nas espermatófitas”, publicado neste blog. Ele irá esclarecer sua dúvida.
      “À medida que o esse tubo cresce, ao longo do estilete, em direção ao óvulo, a célula germinativa (célula geradora) se divide por mitose, formando dois anterozoides haploides (gametas masculinos), denominados primeiro e segundo anterozoide (figura abaixo). A célula vegetativa, que vai à frente, orientando o crescimento do tubo polínico, ao entrar em contato com o saco embrionário se degenera”.
      Um abraço
      Djalma Santos

  2. Talvez eu não tenha sido claro quando coloquei a pergunta. Referia-me às gimnospermas, professor. O excerto por você colocado tem haver com as angiospermas.

    Mais uma vez o trecho de minha dúvida:

    “Ao atingir a oosfera, o núcleo de uma das células espermáticas se funde com o núcleo da oosfera produzindo o ovo ou zigoto (2n) e a outra célula degenera. Como se pode notar, a fecundação nas gimnospermas é simples (apenas um dos dois núcleos espermáticos é funcional), ao contrário do que ocorre com as angiospermas, que, como veremos adiante, é um processo duplo.”

    Abraço

    • Caro João Pedro
      – Como você pode constatar no texto a seguir: “Durante a germinação do pólen, a célula germinativa (generativa ou geradora ou reprodutiva) se divide por mitose e produz duas células-filhas haploides (n), a célula estéril e a célula espermatogênica, que sofre nova mitose produzindo duas células espermáticas (gametas masculinos). Ao atingir a oosfera, o núcleo de uma das células espermática se funde com o núcleo da oosfera produzindo o ovo ou zigoto (2n) e a outra célula degenera. Como se pode notar, a fecundação nas gimnospermas é simples (apenas um dos dois núcleos espermáticos é funcional), ao contrário do que ocorre com as angiospermas, que, como veremos adiante, é um processo duplo”.
      – Lembro que nos vegetais o gameta provém de mitose, ver texto acima, gerando duas células-filhas, e não de meiose, como ocorre nos animais. Como nas gimnospermas a fecundação é simples, apenas um dos gametas masculino (célula espermática) fecunda a oosfera (gameta feminino), que a exemplo do anterozoide, gameta masculino, também provém de mitose. O outro, evidentemente, sofre degeneração.
      – Lembro também que nos vegetais, ao contrário dos animais, o óvulo não é gameta e sim esporo.
      Espero ter dirimido suas dúvidas.
      Um abraço
      Djalma Santos

  3. A alternativa 2 da questao numero 1 nao está incorreta ? o gabarito a mostra como correta…. Minha duvida é pelo fato de o enunciado afirmar que os anturios têm inflorescências circundadas por grandes brácteas coloridas, e até onde sei “OS ANTÚRIOS NÃO POSSUEM BRÁCTEAS. SUAS FLORES SÃO AGRUPADAS DENSAMENTE EM UMA COLUNA ERETA, CHAMADA ESPÁDICE, QUE É RODEADA POR UMA FOLHA MODIFICADA DENOMINADA ESPATA.” conforme suas palavras em outra postagem….. grato pela atenção, forte abraço !

    • Caro Felipe
      Veja algumas citações abaixo
      – BIOLOGIA VEGETAL. Peter H. Raven, Ray F. Evert e Susan E. Eichhorn.pag.386.
      POLINIZAÇÃO NA FAMÍLIA DOS ANTÚRIOS
      “… . Nos membros desta família, as flores são pequenas… . Estas flores são agrupadas densamente em uma coluna, chamada espádice, o qual é rodeado por uma folha modificada, chamada espata. As flores de quase todas as Araceae emitem odor forte e desagradável, que atrai as moscas e besouro que as polinizam. As flores de algumas Araceae diferem desta norma; por exemplo, muitos membros do grande gênero Anthurium têm aromas agradáveis e são polinizados por abelhas.”
      – REVISTA BRASIL. BOT., V.33, N.1, P.185-200, JAN.-MAR. 2010
      ANATOMIA COMPARADA DA FOLHA E ESPATA DE ESPÉCIES DE ANTHURIUM (ARACEAE) OCORRENTES NA MATA ATLÂNTICA.
      ANDRÉ MANTOVANI, ARINAWA LIZ DEL PRADO FILARTIGA E MARCUS ALBERTO NADRUZ COELHO.
      “ … São apresentados dados relativos à anatomia da lâmina foliar e espata de nove espécies do gênero Anthurium… . O objetivo deste estudo foi comparar as características anatômicas da lâmina foliar e da espata,… ”
      OUTRAS CITAÇÕES
      – “… . Espata é o nome dado a um tipo de bráctea típica da família botânica Araceae, que protege o desenvolvimento das flores dispostas no espádice. Tem um papel de extrema importância na polinização, ao atrair os insetos que entram em contato com a inflorescência através dela ou por ela condicionados. …”
      – “A inflorescência das aráceas, sua marca registrada, é composta de uma espiga não ramificada suportando as flores (por isso uma inflorescência e não uma flor) – o espádice – subtendido por uma bráctea chamada espata. … A espata é um órgão atrativo especializado, ela protege o desenvolvimento das flores do espádice e desempenha um importante papel na biologia da polinização. … ”
      Como você pode constatar há certa discordância entre os autores, levando a que a banca considerasse a alternativa 2 como correta.
      Um abraço
      Djalma Santos

  4. Além disso, gostaria de saber a explicação da questao 8, o motivo pelo qual a alternativa C está correta e o motivo da A e D estatem falsas….

    • Caro Felipe
      Veja as seguir a explicação que você solicitou
      As flores das gramíneas não possuem pétalas nem sépalas. Sua polinização é feita pelo vento (polinização anemófila).
      Um abraço
      Djalma Santos

      • Esclarecedor, muito obrigado pela força.

      • Prezado Felipe
        Nosso blog está a sua disposição. “Use e abuse”.
        Sucesso
        Djalma Santos

  5. 06. (PUC-RS) Muitos mamíferos são importantes polinizadores, enquanto outros são eficientes dispersores de sementes, que podem desempenhar um papel essencial na regeneração das florestas onde vivem. Para que um representante frugívoro da ordem Chiroptera (morcegos) seja um dispersor de sementes eficiente, ele deve

    c) apresentar adaptações morfológicas para levar o pólen de uma planta para outra.

    d) levar as sementes para longe da árvore-mãe e depositá-las em local adequado.

    Tenho uma dúvida nessa questão, professor. O gabarito diz que a alternativa certa é a C, mas eu não entendi o porque, já que a questão fala de dispersão de sementes e a alternativa D afirma que levar as sementes para longe da árvore original é o correto, o que é verdade, já que a planta filha iria concorrer com a mãe e consequentemente não iria conseguir sobreviver. Explique-me, por favor.

    • Caro Lucas
      – Leia detalhadamente o enunciado: “ …. seja um dispersor de sementes eficiente, ele deve…”
      – SEJA UM DISPERSOR DE SEMENTES EFICIENTE, ELE DEVE.
      – Para que ele possa levar as sementes para longe da árvore-mâe e depositá-las em local adequado (alternativa D) é necessário que ele apresente adaptações para levar o pólen de uma planta para outra (alternativa C).
      – A alternativa C é, portanto, a correta.
      Um abraço
      Djalma Santos

  6. Caro professor Djalma. Inicialmente parabéns pelo site, uma obra de muito valor para ensino e aprendizagem da biologia. Li, atentamente, o comentário feito pelo Lucas sobre a questão 06 (PUC-RS) e creio que ele está correto em sua colocação. O próprio enunciado cita “representante frugívoro”. logo está se fazendo uma referência a dispersão da semente. Um dispersor eficiente de sementes não precisa, necessariamente, estar adaptado ao processo de polinização. Dentro de meu raciocínio, a alternativa correta é a letra D.

    • Prezado Luiz
      “ … levar as sementes para longe da árvore-mãe e depositá-las em local adequado. ..” (alternativa D) é ser dotado de adaptações capazes de levar o pólen de uma planta para outra.
      – Dessa forma, a alternativa C (correta) já engloba a alternativa D.
      Um abraço
      Djalma Santos


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