Publicado por: Djalma Santos | 15 de novembro de 2010

Testes de sistema endócrino (2/4)

01. (UPE)                               ANABÓLICOS PODEM SER A CAUSA.

Além das causas fisiológicas, a ginecomastia (aumento das mamas em meninos) pode aparecer em decorrência do consumo de anabolizantes, cerveja e maconha, alerta a endocrinologista da Unifesp, Ieda Verruschi. Presente nos anabólicos, usados para aumentar a massa muscular, a testosterona pode ser transformada pelo organismo em estrogênio, o hormônio feminino… Diário de Pernambuco, caderno Brasil, julho de 2007.

Entre os jovens e os desportistas, o uso de anabolizantes sem acompanhamento médico é algo que está se tornando comum. Sobre as possíveis implicações cientificamente comprovadas em relação ao seu uso indiscriminado, analise as afirmativas e conclua.

I   II

0  0 – Como acontece com a ingestão de qualquer droga, o consumo de anabolizantes acarreta uma sobrecarga no metabolismo do retículo endoplasmático agranular, principalmente no fígado, que pode gerar o câncer hepático.

1  1 – Alterações da sexualidade mais comuns em mulheres são: aumento dos pelos na face, engrossamento da voz e atrofia uterina e podem interromper o ciclo menstrual por inibição da hipófise.

2  2 – Os anabolizantes são substâncias que estimulam o anabolismo, aumentando a síntese de proteínas do músculo, o que justifica haver aumento da massa muscular por divisão mitótica das células musculares estriadas esqueléticas.

3  3 – Os anabolizantes são hormônios sintéticos e seus efeitos são semelhantes aos da testosterona. Sua utilização sem controle médico pode ocasionar uma atrofia testicular, pois atua diretamente, sobre as células de Sertoli, produtoras dos hormônios FSH e LH.

4  4 – O desenvolvimento das mamas nos homens, que utilizam anabolizantes por longos períodos, é consequência da diminuição da produção de testosterona e aumento do estradiol, que possui efeitos feminilizantes.

02. (UNESP) Os esportes radicais são atividades muito difundidas entre os jovens e têm recebido crescente atenção da mídia, inclusive com veiculação pela televisão. Uma característica deles, utilizada na sua propaganda, é a capacidade de induzir um aumento na produção de adrenalina nos participantes. Indique a alternativa que descreve corretamente o local de produção e a ação da adrenalina.

a) Pâncreas – vasoconstrição, sudorese e elevação do nível de açúcar no sangue.

b) Hipófise – vasodilatação, aumento na frequência dos batimentos cardíacos e dilatação de pupilas e brônquios.

c) Suprarrenais – vasodilatação, sudorese e dilatação das pupilas.

d) Hipófise – redução no volume sanguíneo, redução na pressão sanguínea sistêmica e elevação do nível de açúcar no sangue.

e) Suprarrenais – vasoconstrição, aumento na frequência dos batimentos cardíacos e elevação do nível de açúcar no sangue.

03. (MACK) No diabetes melito, há dificuldade em facilitar a entrada de glicose nas células, o que resulta em hiperglicemia sanguínea. Há dois tipos de diabetes melito. No tipo I, ocorre destruição das células responsáveis pela produção de insulina, enquanto no tipo II as células do corpo deixam de responder à ação desse hormônio, ainda que a sua produção seja normal. Assinale a alternativa correta.

a) No diabetes tipo I, as células destruídas se situam no córtex da suprarrenal.

b) Os indivíduos com diabetes tipo II necessitam injeções diárias de insulina.

c) A glicemia sanguínea é controlada, principalmente, pelo sistema nervos autônomo, responsável pela liberação de adrenalina.

d) A manutenção de altos níveis de glicose no sangue provoca sintomas como hipertensão arterial, sede constante e aumento na produção de urina.

e) Se os níveis de glicose no sangue permanecerem altos, o metabolismo celular aumenta.

04. (UFPB) A espécie humana possui diversas glândulas endócrinas, algumas responsáveis pela produção de mais de um tipo de hormônio que, juntamente com o sistema nervoso, coordenam a atividade sincrônica e equilibrada de vários sistemas do corpo. A ocorrência de uma anormalidade nessas glândulas afeta a sua atividade funcional. A figura abaixo mostra a localização de importantes glândulas endócrinas, que aparecem numeradas de 1 a 6.

04

Nesse sentido, é incorreto afirmar que a ocorrência de uma anormalidade na glândula identificada pelo número:

a) 1 pode afetar o desenvolvimento das características sexuais secundárias nos indivíduos do sexo feminino.

b) 2 pode levar ao descontrole do nível normal de glicose no sangue, mantido pela ação conjunta dos hormônios glucagon e insulina.

c) 3 pode inibir a produção de insulina e de glucagon pelo pâncreas.

d) 4 pode afetar o controle da concentração de cálcio no sangue.

e) 6 pode afetar o crescimento, ocasionando nanismo ou gigantismo.

05. (UERJ) Isótopos radioativos de diversos elementos têm grande importância na medicina, já que podem ser usados no diagnóstico ou no tratamento de algumas doenças. O uso do radioisótopo 131I é adequado para o diagnóstico de tumores no seguinte tecido:

a) hepático.

b) ovariano.

c) tireoidiano.

d) pancreático.

e) muscular.

06. (UFMS) Associe a 2ª coluna à 1ª.

COLUNA 1

Glândulas

1 – hipófise

2 – pâncreas

3 – testículos

COLUNA 2

Hormônios

(    ) andrógenos

(    ) somatotrofina ou hormônio do crescimento

(    ) insulina

(    ) hormônio folículo estimulante

A sequência correta é

a) 1 132.

b) 3121.

c) 3 2 21.

d) 1232.

e) 3213.

07. (PUC-MG) A figura a seguir mostra dois importantes hormônios humanos produzidos por células hipotalâmicas e liberados pela neuroipófise.

07

A esse respeito, é correto afirmar, exceto:

a) o ADH, também chamado de Vasopressina, é um hormônio que se opõe à desidratação e à queda da pressão arterial.

b) o ADH tem efeito antidiurético ao aumentar a permeabilidade dos túbulos coletores renais.

c) os hormônios da figura estimulam a contração de músculos lisos.

d) uma das funções da ocitocina é induzir a produção de leite pelas glândulas mamárias.

08. (PUC-RIO) Um indivíduo ao ingerir certa quantidade de bebida alcoólica geralmente apresenta uma necessidade maior de urinar. Este fato ocorre porque o álcool:

a) estimula a produção do hormônio ADH.

b) aumenta a eliminação de açúcar pela urina.

c) inibe a produção do hormônio ADH.

d) inibe o funcionamento do fígado.

e) estimula o funcionamento do pâncreas.

09. (UFT) A homeostase em animais é mantida por dois sistemas de controle: o neural e o endócrino. Os hormônios exercem efeitos impressionantes nos processos da reprodução, de desenvolvimento e metabólicos. A hipófise é uma glândula endócrina dividida em dois lobos, adenohipófise e neurohipófise, e produz uma série de hormônios que modula outras glândulas, entre elas, a tireoide. O hormônio ……….. produzido pela ……………… estimula a tireoide, modulando a secreção dos hormônios………………… e …………………., através de um refinado mecanismo de controle recíproco, conhecido por retroalimentação. Entre as alternativas a seguir, qual descreve adequadamente a complementação das lacunas acima?

a) TSH, neurohipófise, tiroxina (T4) e triiodotironina (T3).

b) TSH, adenohipófise, tiroxina (T4) e triiodotironina (T3).

c) tiroxina (T4), adenohipófise, TSH e triiodotironina (T3).

d) TSH, adenohipófise, calcitonina e tiroxina (T4).

10. (UFC) O momento do vestibular, sem dúvida, causa nos candidatos uma mistura de sensações como prazer, por estar próxima a tão sonhada aprovação; emoção, por vivenciar uma grande escolha, e medo de cometer um equívoco ao responder as questões. Essas sensações estimulam o sistema nervoso, ocasionando taquicardia e aumento da frequência respiratória. Assinale a alternativa que apresenta a glândula que foi estimulada e o hormônio produzido como consequência das sensações citadas no texto.

a) Suprarrenal e adrenalina.

b) Tireoide e adrenalina.

c) Tireoide e calcitonina.

d) Hipófise e adrenalina.

e) Pineal e melatonina.

11. (UPE) “Um estudo põe na berlinda o GH (hormônio do crescimento), uma das substâncias mais populares no combate ao envelhecimento”. Dentre os benefícios, estariam o ganho de massa muscular e o aumento do colágeno e do tônus da pele. Já outros estudos advertem que, em pessoas sem deficiência do hormônio, a utilização do GH possibilitaria o aparecimento de diabetes, lesões cardíacas e câncer de próstata.”

(Veja, fev.2007. Adaptado)

Após a leitura do texto acima sobre o hormônio GH, analise as afirmativas e conclua.

I    II

0   0 – Sendo um corticosteroide, é produzido pelo córtex das adrenais.

1   1 – É produzido no hipotálamo pelas células neurossecretoras.

2   2 – Também conhecido como somatotrofina, age no crescimento de vários tecidos e órgãos, particularmente nos ossos.

3   3 – É um hormônio hipofisário, e o seu excesso no adulto causa gigantismo.

4  4 – Atua acelerando o metabolismo, e sua deficiência na infância leva ao cretinismo com retardamento físico e mental.

12. (UFC) Um amigo meu ficou sabendo que estava com câncer na tireoide e teria que se submeter a uma cirurgia para a retirada desse órgão. Ele foi informado de que, como consequência da cirurgia, teria que tomar medicamentos, pois a ausência dessa glândula:

a) provocaria a ocorrência do aumento do volume do pescoço, caracterizando um quadro clínico conhecido como bócio endêmico.

b) reduziria a produção do hormônio de crescimento, provocando a redução de cartilagens e ossos, fenômeno conhecido como nanismo.

c) diminuiria a concentração de cálcio no sangue, levando à contração convulsiva das células musculares lisas, o que provocaria a tetania muscular.

d) comprometeria a produção do hormônio antidiurético, aumentando a concentração de água no sangue e diminuindo o volume de urina excretado.

e) levaria a uma queda generalizada na atividade metabólica, o que acarretaria, por exemplo, a diminuição da temperatura corporal.

13. (UFES) Em 1918, uma doença cujos sintomas eram conhecidos há séculos foi diagnosticada numa menina de nome Elizabeth Hughes. Ela tinha: sede intensa, diurese excessiva, urina doce, fome, fraqueza e um definhamento gradual que terminaria, inevitavelmente, em coma e morte. O único tratamento encontrado pelos médicos era dieta rigorosa que prolongava a vida do paciente, mas não evitava a morte. Em agosto de 1922, Elizabeth encontrava-se com 15 anos e à beira da morte. Uma feliz descoberta permitiu que ela vivesse até aos 74 anos. Bating e MacLeod descobriram que um extrato de pâncreas podia reverter a doença e, por essa descoberta, receberam o prêmio Nobel de 1923. Study Guide to Accompany Vander-Luciano; Russel, S.1991.

Em relação a essa doença foram feitas as seguintes afirmativas:

I. A excreção de açúcar, na urina do paciente, é resultado da inabilidade do rim de absorver a glicose na ausência da insulina, um hormônio que atua nos túbulos renais.

II. A doença da menina chama-se Diabetes mellitus e é provocada pela ausência de um hormôniopancreático.

III. A dieta funcionava para prolongar a vida dos pacientes, pois evitava que se agravassem a hiperglicemia do plasma e os níveis excessivos de cetonas.

Considerando-se as afirmativas acima, conclui-se que:

a) apenas I está correta.

b) apenas I e II estão corretas.

c) apenas I e III estão corretas.

d) apenas II e III estão corretas.

e) I, II e III estão corretas.

14. (PUC-CAMPINAS) O esquema abaixo mostra a inter-relação de glândulas endócrinas dos vertebrados.

14

Os números I, II, III e IV indicam, respectivamente,

a) tireoide, adrenais, gônadas e lobo anterior da hipófise.

b) tireoide, lobo anterior da hipófise, testículos e medula das adrenais.

c) paratireoides, córtex das adrenais, ovários e lobo posterior da hipófise.

d) lobo anterior da hipófise, tireoide, gônadas e córtex das adrenais.

e) lobo anterior da hipófise, medula das adrenais, testículos e paratireoides.

15. (UFLA) Considere os seguintes hormônios:

* Glucagon

* Adrenalina

* Somatotrófico

* Noradrenalina

* Insulina

As glândulas responsáveis pela secreção desses são, respectivamente:

a) Pâncreas, suprarrenais, hipófise, pâncreas, suprarrenais.

b) Suprarrenais, pâncreas, hipófise, suprarrenais, pâncreas.

c) Pâncreas, hipófise, suprarrenais, suprarrenais, pâncreas.

d) Pâncreas, suprarrenais, hipófise, suprarrenais, pâncreas.

e) Pâncreas, suprarrenais, suprarrenais, pâncreas, hipófise.

16. (PUC-RIO) A adrenalina é extremamente importante para a sobrevivência de muitos organismos em variadas situações de estresse. Sobre este hormônio, podemos afirmar:

a) É produzido pelas glândulas suprarrenais e intervém na função glicogênica do fígado.
b) É produzido pela hipófise e produz taquicardia e eriçamento de pelos.
c) É produzido pela mesma glândula exócrina que produz a sudorese.
d) É produzido pela hipófise e intervém na velocidade dos movimentos musculares.
e) É produzido pelo timo e provoca uma redução na velocidade dos atos reflexos.

17. Correlacione cada hormônio com sua respectiva atuação metabólica:

I. Insulina.

II. Tiroxina.

III. Adrenalina.

A. Prepara o corpo para situações de emergência, elevando a frequência cardíaca, dilatando a pupila e aumentando a pressão arterial.

B. Eleva a taxa metabólica basal, aumentando o consumo de oxigênio por grama de tecido.

C. Estimula a captação de glicose pelas células, diminuindo a glicemia.

a) I-A, II-B e III-C.

b) I-B, II-C e III-A.

c) I-C, II-B e III-A.

d) I-A, II-C e III-B.

e) I-C, II-A e III-B.

18. (UCS-RS) Três pacientes com disfunções hormonais apresentam os seguintes sintomas:

paciente 1: contração da musculatura do útero;

paciente 2: elevado nível de cálcio no sangue e estímulo de liberação de cálcio nos ossos;

paciente 3: aceleração dos batimentos cardíacos.

As glândulas e os hormônios envolvidos na sintomatologia apresentada pelos pacientes 1, 2 e 3 são, respectivamente,

a) tireoide e calcitonina – pâncreas e insulina – pineal e melatonina.

b) hipófise e ocitocina – paratireoides e paratormônio – adrenal e adrenalina.

c) ovário e progesterna – tireoide e calcitonina – hipófise e luteinizante.

d) hipófise e luteinizante – ovário e progesterona – tireoide e calcitonina.

e) hipófise e tiroxina – tireoide e calcitonina – adrenal e adrenalina.

19. (UFV) Observe o ciclo abaixo, que representa parcialmente o mecanismo de controle da glicemia. As indicações correspondem ao aumento ou diminuição da glicemia (I), o hormônio envolvido (II) e moléculas de carboidratos (III).

19

Indique a alternativa correta.

a) Se o nível de I for alto, os de II e III também serão.

b) Se o nível de I for baixo, II será o glucagon.

c) Se o nível de glucagon for alto, o de III será baixo.

d) Se o nível de III for alto, o de I será baixo.

e) Se II for a insulina, o nível de I aumentará.

20. (COVEST) O Ministério da Saúde tem realizado inúmeras campanhas em defesa da amamentação, devido à enorme importância do aleitamento materno exclusivo, até os seis meses, para o desenvolvimento da criança. Em relação ao controle fisiológico deste processo, analise as afirmações a seguir.

I    II

0   0 – A sucção do mamilo estimula a liberação de ocitocina armazenada na neurohipófise, e esta vai provocar a contração da musculatura lisa das glândulas mamárias levando à ejeção do leite.

1  1 – A prolactina, produzida pela neurohipófise, é o principal hormônio responsável pela produção do leite pelas glândulas mamárias.

2  2 – A liberação de ocitocina é estimulada pela amamentação logo após o parto; esse hormônio é também responsável pela contração da musculatura uterina, prevenindo assim a perda excessiva de sangue.

3  3 – A produção e a ejeção do leite pelas glândulas mamárias são controladas pela adenohipófise que, por sua vez, é controlada por hormônios liberadores hipotalâmicos.

4  4 – A produção de leite é controlada pelos níveis elevados de progesterona após o parto. Este hormônio, produzido pelo ovário, tem uma importante ação trófica sobre as glândulas mamárias.

GABARITO

 

01

02 03 04 05 06 07 08 09

10

VVFFV

E D C C B D C B

A

11

12 13 14 15 16 17 18 19

20

FFVFF

E D D D A C B B

VFVFF

 

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Responses

  1. muito bom

  2. Prof. parabéns pelo blog, muito bom.

  3. Professor Djalma, seu site é excelente!
    Continue sempre postando novos artigos e questionários!
    Parabéns!

  4. Vc poderia me explicar a questão 4 o porque é a letra C

    • Nathalia
      Veja, a seguir, a resolução da questão que você solicitou.
      – IDENTIFICAÇÃO DAS GLÂNDULAS ENDÓCRINAS INDICADAS NA FIGURA DESTA QUESTÃO.
      1. Gônadas (ovários).
      2. Pâncreas.
      3. Suprarrenais (adrenais).
      4. Paratireoides.
      5. Tireoide.
      6. Hipófise.
      1. OVÁRIOS: os ovários secretam estrógenos e progesterona.
      1a: Estrógenos: o termo estrógeno se aplica a um grupo de esteroides secretados pelo folículo ovariano, dos quais, o mais importante, na maioria dos mamíferos, inclusive na espécie humana, é o estradiol-17-B. A produção de estrógenos é feita pelos folículos ovarianos, por estímulo do FSH (hormônio folículo estimulante) da adenohipófise. Os estrógenos, hormônios sexuais femininos, respondem pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários típicos das mulheres (ausência de pelos faciais, desenvolvimento das mamas, alargamento dos quadris, timbre vocal mais “suave”, etc.). Eles induzem, também, o amadurecimento dos órgãos sexuais e promovem o impulso sexual Em altas, “taxas” inibem a liberação do FSH, constituindo-se um importante mecanismo de “feedback” usado no controle do ciclo menstrual Além dos ovários, a placenta se constitui outra fonte secretora de estrógeno.
      1b: Progesterona: é um hormônio secretado por um tecido denominado corpo lúteo, que se desenvolve a partir do folículo ovariano “rompido”. A progesterona se relaciona, quase totalmente, com o desenvolvimento do endométrio (camada interna do útero) para a implantação do embrião e com o desenvolvimento das mamas para a lactação. Em doses “elevadas” produz, a exemplo dos estrógenos, um “feedback” negativo. Neste caso, o hormônio inibido é o LH (hormônio luteinizante) da adenohipófise. Em resumo, podemos afirmar que a progesterona, juntamente com os estrógenos, respondem pela série de modificações que ocorrem durante o ciclo menstrual.
      2. PÂNCREAS: tem função exócrina e endócrina, sendo, portanto, uma glândula anfícrina ou mista. A função exócrina é executada pelos ácinos pancreáticos que secretam o suco pancreático, dotado de enzimas digestivas. Desses ácinos, partem finos ductos secretores que se unem formando o ducto pancreático. O suco pancreático atua, juntamente com a bile (secretada pelo fígado) e com o suco entérico (secretado pelo intestino delgado), na digestão entérica, que se processa no intestino delgado. A atividade endócrina, relacionada com esta questão, é realizada pelas ilhotas de Langerhans (ilhotas pancreáticas). A denominação “ilhota” se deve ao fato delas estarem totalmente envolvidas por tecido exócrino, que constitui a maior parte do pâncreas. Nessas ilhotas se destacam três importantes tipos de células (alfa, beta e delta). As betas, em maior número (constituem cerca de 60% do número total de células dessas ilhotas) secretam insulina que tem efeito hipoglicemiante (redução do nível de glicose no sangue). As células alfa, que constituem cerca de 25% do número total de células das ilhotas de Langerhans, secretam glucagon, que tem, ao contrário da insulina, efeito hiperglicemiante (aumento do nível de glicose sanguínea). Como se pode constatar, a insulina e o glucagon são hormônios relacionados com o metabolismo da glicose. As células delta, em menor quantidade que as duas citadas (constituem cerca de 10% do total das células das ilhotas pancreáticas), respondem pela secreção de somatostatina. Dentre os efeitos da somatostatina, destacamos: (a) atuar localmente no interior das ilhotas de Langerhans deprimindo a secreção de insulina e glucagon; (b) diminuir a motilidade do estômago, duodeno e vesícula biliar; (c) reduzir tanto a secreção quanto a absorção no trato gastrintestinal. Lembramos que a somatostatina é a mesma substância química conhecida como hormônio de inibição do hormônio de crescimento, secretado pelo hipotálamo, que suprime a secreção do hormônio de crescimento pela adenohipófise. Ressaltamos que há, ainda, um quarto tipo de célula nas ilhotas pancreáticas (que representa cerca de 1% das células dessas ilhotas), denominada células PP que é responsável pela secreção de um polipeptídeo pancreático, que inibe o pâncreas exócrino.
      3. SUPRARRENAIS (ADRENAIS): estruturalmente, apresentam uma região mais externa (córtex adrenal) e outra mais interna (medula adrenal), bastante diferente, a ponto de poderem ser consideradas duas glândulas distintas.
      3a. Hormônios do córtex adrenal: essa região secreta vários hormônios, denominados, genericamente, corticoides, que se distribuem em três grupos: glicocorticoides, mineralocorticoides e hormônios sexuais (hormônios corticossexuais).
      I. Glicocorticoides: dentre os glicocorticoides destacamos o cortisol, que realiza cerca de 95% das atividades glicocorticoides das adrenais. Suas principais funções são incrementar a conversão de aminoácidos e triglicerídeos em glicose (gliconeogênese), promover a hidrólise do glicogênio em moléculas de glicoses isolada (glicogenólise) e diminuir a utilização de glicose pelas células. Como resultado desses papeis biológicos, há um aumento na taxa glicêmica. Do exposto, constata-se que os glicocorticoides desempenham um papel antagônico ao da insulina; enquanto eles lançam glicose na corrente sanguínea (aumentando a glicemia), a insulina faz o inverso.
      II. Mineralocorticoides: hormônios que atuam na manutenção do equilíbrio hidrossalino do organismo, têm a aldosterona, que responde por cerca de 95% das atividades mineralocorticoides adrenal, como principal representante. Seus principais efeitos consistem em aumentar a reabsorção de sódio, elevando sua taxa de no sangue (hipernatremia) e a excreção de potássio nos túbulos renais, reduzindo seu nível no sangue (hipocalemia). Secundariamente, atuam ainda, aumentando a reabsorção de cloro. Um excesso desses hormônios pode provocar uma série de transtornos orgânicos, tais como: hipertensão; sede intensa; alcalose e aumento de líquido extracelular, o que pode levar à formação de edemas. Tanto o aumento do sódio quanto a diminuição do potássio inibem ou diminuem a secreção desses hormônios corticoides pelas adrenais.
      III. Hormônios sexuais: além dos dois grupos de hormônios acima citados, o córtex adrenal, ainda secreta hormônios sexuais. Os efeitos dessas secreções, em condições normais, são bem reduzidos, quando comparados com os efeitos causados pelos hormônios sexuais das gônadas. Uma hipertrofia glandular, entretanto, pode produzir efeitos masculinizantes ou feminilizantes.
      A regulação do córtex adrenal é feita pelo ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) secreto pela adenohipófise. Esse hormônio trófico (trofina ou tropina) interfere na região cortical, estimulando-a, principalmente, a secretar os glicocorticoides, e, em menor quantidade, os mineralocorticoides. Uma pequena concentração de glicocorticoides no sangue estimula a secreção de ACTH, enquanto uma elevada taxa tem efeito contrário.
      Uma hipofunção do córtex adrenal pode determinar uma condição fatal conhecida como enfermidade (doença) de Addison, que se caracteriza por pigmentação anormal da pele; distúrbios gastrointestinais (vômitos e diarreias); debilidade (astenia); perda de peso; anemia, grande perda de sais e água na urina, etc. Uma hiperfunção do córtex adrenal conduz a um estado patológico conhecido como enfermidade (doença) de Cushing. Uma superatividade do córtex adrenal pode produzir uma maior retenção de sal, uma infiltração de água nos tecidos (inchação do rosto e do tronco), um aumento da pressão sanguínea (hipertensão arterial), etc.
      3b. Hormônios da medula adrenal: a região medular secreta dois hormônios: adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina), que exercem, em geral, os mesmos efeitos que uma estimulação simpática. Esses hormônios tendem a recuperar o organismo de situações de tensão ou emergência. A adrenalina, que, por sinal, é um dos mediadores químicos das sinapses nervosas, atua elevando a glicemia (hiperglicemiante), em virtude de acelerar a despolimerização do glicogênio hepático (efeito glicogenolítico). Exerce, ainda, efeito vasoconstrictor, aumentando os batimentos cardíacos (taquicardia) e o consumo de glicose. Sobre a musculatura lisa do trato digestivo e brônquios pulmonares, exerce efeito contrário. Esses efeitos da adrenalina levam a uma frase comum: “tomei um susto tão grande, que meu coração quer sair pela boca e meu estômago está frio”. A noradrenalina tem efeito menos intenso. Sua influência sobre o metabolismo dos carboidratos é pouco apreciável e quase não tem influência sobre a musculatura cardíaca. Exerce efeito moderado sobre a musculatura lisa e não relaxa os músculos dos tubos bronquiais. A medula adrenal é regulada diretamente pelo sistema nervoso.
      4. PARATIREOIDES: são representadas por dois pares de glândulas implantadas na parte posterior da tiroide, sendo um par de cada lado. Apesar de estarem ligadas, anatomicamente, à tireoide, não o estão do ponto de vista funcional.
      4a. Hormônio das paratireoides: secretam um hormônio proteico, denominado paratormônio (PTH), cuja função está relacionada com o metabolismo do cálcio e do fósforo. Uma injeção desse hormônio aumenta a concentração de cálcio nos líquidos extracelulares, ao mesmo tempo em que diminui a concentração de fosforo. O primeiro efeito resulta do fato do PTH aumentar a reabsorção de cálcio em nível dos ossos e o segundo, deve-se ao fato dele aumentar a excreção de fósforo a nível renal. Graças, principalmente, à regulação do cálcio no sangue (calcemia), o paratormônio exerce relevante papel há homeostase (manutenção do meio interno constante), já esse íon interfere em uma série de funções orgânicas, tais como: contração muscular, coagulação sanguínea, excitabilidade e formação óssea.
      4b. Regulação das paratireoides: é feita pelo nível de cálcio no sangue. Uma hipocalcemia (pequena quantidade de cálcio circulante) leva a um aumento na secreção de PTH, que aumenta a concentração ao nível normal (normocalcemia). Um grande aumento desse íon no sangue (hipercalcemia), por outro lado, é uma “informação” às paratireoides para que diminua a secreção de PTH, o que acarreta a redução do cálcio circulante aos valores normais.
      4c. Disfunções das paratireoides: um hiperparatireoidismo (produzido por tumores glandulares) se caracteriza por um aumento de cálcio e uma diminuição de fosfato no sangue, bem como por uma descalcificação óssea. Como consequência da hipercalcemia estabelecida, há uma inibição do sistema nervoso, bem como uma diminuição da atividade reflexa, já que os íons bivalentes (cálcio e magnésio) diminuem a permeabilidade das membranas, fazendo decrescer, deste modo, a excitabilidade. Um hipoparatireoidismo, resultante, em geral de uma desnutrição ou remoção cirúrgica das paratireoides, leva a uma menor concentração de cálcio sanguíneo e uma hiperfosfatemia (elevada taxa de fosfato no sangue). Como consequência, há uma descalcificação óssea e um aumento na excitabilidade neuromuscular, estado conhecido como tetania. O último efeito se deve ao aumento da permeabilidade da membrana, face à pequena concentração de cálcio circulante. Por ocasião de uma tetania, notam-se intensas contrações musculares. Sendo os músculos da laringe os mais sensíveis a esses espasmos, pode ocorrer um bloqueio respiratório, ocasionando, a morte do paciente.
      5. TIREOIDE: está situada no pescoço, ligeiramente abaixo da laringe e frente à traqueia. Consta de dois lóbulos, situados um de cada lado da traqueia, estando esses lóbulos conectados pelo istmo da tireoide. Completa, ela se assemelha a uma borboleta, cujas asas se encontram abertas. Apresenta-se bastante irrigada e possui uma série de unidades microscópicas ou vesículas, em cujo interior se encontra a tiroglobulina, glicoproteína fundamental na biossíntese das secreções tireoidianas.
      5a. Hormônio da tireoide: dentre os hormônios secretados pela tireoide, destacam-se a tiroxina (tetraiodotironina ou T4), a triiodotironina (T3) e a tireocalcitonina (calcitonina).
      I. Tiroxina e a triiodotironina: esses dois hormônios são a base de iodo, sendo por isto que a concentração desse elemento químico é bastante alta nessa glândula. A tiroxina e a triiodotironina têm função semelhante no organismo, apesar de diferirem na intensidade da ação, sendo a tiroxina o mais importante deles. Ambos atuam numa grande diversidade de tecido do corpo. Entre outras atividades, eles interferem no metabolismo dos diversos nutrientes (glicídios, proteínas, vitaminas, lipídeos, água e eletrólitos), bem como estimulam o crescimento e a diferenciação de vários tecidos. Relacionamos, a seguir, alguns efeitos desses hormônios iodados.
      Ia. Efeitos sobre os glicídios: sobre esses carboidratos, a ação consiste principalmente em: (a) aumentar a capacidade de absorção em nível intestinal; (b) aumentar o uso de glicose nos processos oxidativos; (c) estimular a penetração dessa hexose nas diversas células do corpo; (d) atuar na reserva de glicose no fígado, convertendo glicogênio hepático em glicose (efeito glicogenolítico). Esta última atividade promove a redução das reservas hepáticas de carboidratos, bem como faz aumentar a taxa de glicose sanguínea (efeito hiperglicemiante).
      Ib. Efeitos sobre as proteínas e sobre as vitaminas: em relação ao metabolismo proteico, a ação desses hormônios consiste, principalmente, em estimular a síntese das proteínas, inclusive síntese de várias enzimas. Dentre as que sofrem maior influência estão as enzimas oxidativas das mitocôndrias. Em decorrência disto, há um considerável aumento das transformações energéticas e, consequentemente, do metabolismo basal. Em virtude de várias vitaminas atuarem associadas às proteínas simples, formando enzimas conjugadas (holoenzimas), o excesso de secreção tireoidiana pode levar a certas hipovitaminoses.
      Ic. Efeitos sobre os lipídeos: com relação aos lipídeos, esses hormônios atuam aumentando o seu uso no metabolismo, muito mais do que fazem com qualquer outro nutriente. Como consequência disto, há redução das gorduras circulantes e das depositadas no fígado.
      Id. Efeitos sobre a água e os eletrólitos: no que concerne ao metabolismo hídrico, a ação desses hormônios tireoidianos consiste em aumentar a diurese, sendo a excreção da água acompanhada pela eliminação de vários eletrólitos.
      II. Tireocalcitonina: juntamente com o PTH, a calcitonina atua na regulação do cálcio sanguíneo. A tireocalcitonina atua estimulando o depósito de cálcio ósseo, reduzindo o cálcio plasmático, efeito contrário ao exercido pelo PTH. A calcitonina tem, portanto, efeito hipocalcêmico (retira cálcio do sangue), enquanto o PTH tem efeito hipercalcêmico (incorpora cálcio ao sangue).
      5b. Regulação da tireoide: é feito por um mecanismo de retroalimentação (“feedback”). Um aumento de hormônios tireoidianos na corrente sanguínea é uma “informação” ao hipotálamo para que seja inibida a liberação de TRF (fator liberador de tireotropina). Inibida a liberação dessa substância neuro-secretora, há redução da tireotropina hipofisária e, como consequência, uma diminuição na estimulação da tireoide. Uma grande secreção desse fator liberador de tireotropina, atuando sobre a adeno-hipófise, faz aumentar a liberação de TSH (hormônio estimulante da tireoide), que estimula a tireoide, tornando-a mais ativa.
      5c. Disfunções tireoidianas
      I. Hipofunção glandular: quando a insuficiência ocorre durante a infância, acarreta uma condição orgânica conhecida como cretinismo (cretinismo biológico), que se caracteriza por deficiência física e mental, bem como deficiência metabólica. Nos adultos, um hipotireoidismo leva a uma enfermidade denominada mixedema, que se caracteriza, dentre outras anormalidades, por: (a) metabolismo deficiente; (b) edemas generalizados, principalmente no rosto e nos membros superiores e inferiores; (c) perda de pelos; (d) perda da potência sexual.
      O hipotireoidismo pode vir acompanhado de aumento da glândula (bócio coloidal simples, bócio endêmico ou bócio carencial), cuja causa de formação se relaciona com a carência de iodo.
      II. Hiperfunção glandular: a superatividade funcional resulta, em geral, de tumores da tireoide e seus efeitos são, na grande maioria, opostos ao hipotireoidismo. O hipertireoidismo se caracteriza, principalmente: (a) pelo crescimento excessivo da glândula; (b) metabolismo elevado; (c) taquicardia; (d) sendo comum, na maioria dos hipertireoideos, protusão excessiva dos glóbulos oculares (bócio exoftálmico ou exoftalmia), que em casos graves pode levar a lesões oculares ou mesmo à cegueira.
      6. HIPÓFISE: conhecida antigamente como pituitária, a hipófise (“maestro da orquestra endócrina”) é uma glândula pouco maior que um grão de ervilha, situada na base do cérebro, numa região denominada sela túrcica. É a principal representante do sistema endócrino e se encontra conectada ao hipotálamo (“encruzilhada neuroendócrina”), que controla quase todas as suas secreções através do trato hipofisário. A hipófise possui duas porções endócrinas (anterior e posterior) bem desenvolvidas. A anterior, denominada adeno-hipófise ou lobo anterior da hipófise, tem sua origem, como a maioria das outras glândulas endócrinas, a partir de um tecido epitelial. A porção posterior, chamada neurohipófise ou lobo posterior da hipófise, é um prolongamento do hipotálamo, tendo, portanto, origem nervosa.
      6a. Neurohipófise: não sintetiza nenhum hormônio. Ela armazena e libera os hormônios antidiurético (ADH) e a oxitocina (ocitocina) produzidos, respectivamente, nos núcleos supra-óptico e paraventricular do hipotálamo.
      O ADH (vasopressina) tem por finalidade promover a reabsorção de água em nível dos tubos uriníferos. Quando presente em altas concentrações provoca constrição dos vasos sanguíneos e eleva a pressão arterial.
      No que concerne à oxitocina, ela exerce efeito contrátil sobre o útero grávido. Atua também sobre a musculatura lisa (bexiga e intestino, por exemplo), bem como nas glândulas mamárias, por ocasião da sucção.
      6b. Adeno-hipófise: em função de vários dos seus hormônios atuarem na regulação e na manutenção de diversas glândulas endócrinas, ele é considerada a “mestra do sistema endócrino”. Dessa forma, ela desempenha papel fundamental na integração do crescimento, desenvolvimento, sistema reprodutor, metabolismo e outras atividades orgânicas, igualmente importantes.
      I. Hormônios da adeno-hipófise: somatotrópico (STH), adrenocorticotrópico (ACTH), tireotrópico (TSH), folículo estimulante (FSH), luteinizante (LH) e luteotrópico (LTH).
      Ia. Hormônio somatotrópico: também denominado hormônio de crescimento ou somatotropina, sendo representado pelas siglas STH, SH ou GH. Ele determina um aumento de crescimento corporal e sua atuação consiste, principalmente, em aumentar o volume das células e incrementar o processo mitótico, fenômenos conhecidos, respectivamente, por hipertrofia e hiperplasia celular. Além dessas funções, o STH ainda atua em várias outras, tais como: (1) diminuição da absorção de glicose pelo fígado; (2) menor utilização de carboidratos; (3) aumento do uso de triglicerídeos, como fonte de energia; (4) maior retenção de aminoácidos; (5) diminuição na excreção urinária de vários eletrólitos (nitrogênio, fósforo e enxofre, dentre outros). Uma produção insuficiente de somatotropina (hiposecreção), durante a fase de crescimento do esqueleto, determina o nanismo hipofisário, que ao contrário do cretinismo originado por um hipotireoidismo, não é acompanhado de deformações físicas ou mentais. A hiposecreção no adulto é rara e quando ocorre, determina distúrbios metabólicos (interferência na eliminação de certos eletrólitos e no metabolismo dos carboidratos).
      Uma hipersecreção de hormônio somatotrópico durante a infância, leva à formação do gigantismo (desenvolvimento exagerado do esqueleto). No adulto, essa hipersecreção produz acromegalia (crescimento exacerbado das extremidades, tais como: pés, mãos, nariz, queixo, etc.).
      Ib. Hormônio adrenocorticotrópico: também denominado corticotropina, sendo representado pela sigla ACTH. Como o próprio nome indica, ele tem por finalidade estimular as secreções do córtex adrenal. Como vimos acima, os hormônios dessa região adrenal, relacionam-se, principalmente, com o metabolismo dos minerais (mineralocorticoides) e dos carboidratos (glicocorticoides), havendo, ainda, a secreção de hormônios sexuais (hormônios corticossexuais).
      Ic. Hormônio tireotrópico: também conhecido como tireotropina ou hormônio estimulante da tireoide, sendo representado pela sigla TSH. Sua função consiste em controlar diversos aspectos funcionais da tireoide, inclusive seu desenvolvimento e manutenção. Atua, ainda, estimulando o acúmulo de iodo, bem como na sua conversão em hormônios e liberação na corrente sanguínea.
      Id. Hormônio folículo estimulante (FSH): atua nas fêmeas promovendo o desenvolvimento dos folículos ovarianos e a secreção de estrógenos (hormônios femininos). Nos machos, atua estimulando a formação do espermatozoide (espermatogênese), nos tubos seminíferos.
      Ie. Hormônio luteinizante (LH): atua, principalmente, na conversão do folículo ovariano (folículo “ovulado”) em corpo amarelo (“corpos luteum”), que, ainda sob a ação do LH secreta progesterona. Nos machos, o hormônio luteinizante, outrora denominado hormônio estimulante das células intersticiais (ICSH), tem como função estimular as células intersticiais a produzir andrógenos (hormônios sexuais masculinos), principalmente a testosterona.
      If. Hormônio luteotrópico (LTH): também denominado hormônio lactogênico ou prolactina, atua diretamente sobre as glândulas mamárias, iniciando a secreção dessas glândulas.
      II. Regulação da adeno-hipófise: é feita pelo hipotálamo através do sistema porta-hipotalâmico. Esse sistema, graças aos seus vasos, estabelece uma comunicação entre a eminência média do hipotálamo e o lobo anterior da hipófise. Nessa eminência são produzidas substâncias neuro-secretoras, denominadas fatores liberadores (“releasing fator” ou RF), que graças aos vasos hipotalâmicos-hipofisários, são conduzidos até a adeno-hipófise. Esses fatores são responsáveis pela liberação dos diversos hormônios do lobo anterior da hipófise. Dessa forma: (1) a liberação de hormônio somatotrópico (STH) é controlada pelo fator liberador de somatotropina (SRF); (2) a secreção de hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) é regulada pelo fator liberador de corticotropina, conhecido como CRF; (3) a liberação de hormônio tireotrópico (TSH) é controlada pelo fator liberador de tireotropina (TRF); (4) a liberação de hormônio folículo estimulante (FSH) é regulada pelo FSH-RF; (5) a liberação de LH é controlada pelo LH-RF: (6) a liberação do LTH é regulada pelo LTH-RF.
      – ATENTE QUE A QUESTÃO SOLICITA A ALTERNATIVA INCORRETA (“… É INCORRETO AFIRMAR QUE A OCORRÊNCIA DE UMA ANORMALIDADE NA GLÂNDULA IDENTIFICADA PELO NÚMERO: …”).
      ALTERNATIVA INCORRETA: C (“3 pode inibir a produção de insulina e de glucagon pelo pâncreas.”).
      JUSTIFICATIVA
      – ALTERNATIVA A (“1 pode afetar o desenvolvimento das características sexuais secundárias nos indivíduos do sexo feminino.”) – CORRETA
      * 1 está indicando os ovários. Eles secretam estrógenos, hormônios sexuais femininos, que respondem pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários típicos das mulheres (ausência de pelos faciais, desenvolvimento das mamas, alargamento dos quadris, timbre vocal mais “suave”, etc.).
      – ALTERNATIVA B (“2 pode levar ao descontrole do nível normal de glicose no sangue, mantido pela ação conjunta dos hormônios glucagon e insulina.”) – CORRETA
      * 2 está indicando o pâncreas. Ele secreta insulina e glucagon, hormônios relacionados com o metabolismo da glicose. A insulina, secretada pelas células betas das ilhotas de Langerhans, tem efeito hipoglicemiante (redução do nível de glicose no sangue). O glucagon, secretado pelas células alfa das referidas ilhotas tem, ao contrário da insulina, efeito hiperglicemiante (aumento do nível de glicose sanguínea). Dessa forma, a insulina e o glucagon, controlam a glicose sanguínea, objetivando mantê-la em níveis normais.
      – ALTERNATIVA C (“3 pode inibir a produção de insulina e de glucagon pelo pâncreas.”) – INCORRETA
      * 3 está indicando as suprarrenais (adrenais). Embora elas produzam glicocorticoides (hormônios relacionados com o metabolismo da glicose), suas secreções não atuam inibindo a produção de insulina nem de glucagon, como consta nesta alternativa. Em verdade, os glicocorticoides, como o cortisol, desempenham um papel antagônico ao da insulina; enquanto eles lançam glicose na corrente sanguínea (aumentando a glicemia), a insulina faz o inverso.
      – ALTERNATIVA D (“4 pode afetar o controle da concentração de cálcio no sangue.”) – CORRETA
      * 4 está indicando as paratireoides. Elas secretam o paratormônio (PTH), cuja função esta relacionada com o metabolismo do cálcio e do fósforo. Esse hormônio aumenta a reabsorção de cálcio em nível dos ossos e aumenta a excreção de fósforo a nível renal.
      – ALTERNATIVA E (“6 pode afetar o crescimento, ocasionando nanismo ou gigantismo.”) – CORRETA
      * 6 está indicando a hipófise. O hormônio de crescimento ou somatotropina (SH, STH ou GH) é um dos hormônios secretado pela adeno-hipófise ou lobo anterior da hipófise. Uma produção insuficiente de somatotropina (hiposecreção), durante a fase de crescimento do esqueleto, determina o nanismo hipofisário. Uma hipersecreção de hormônio somatotrópico durante a infância, leva à formação do gigantismo (desenvolvimento exagerado do esqueleto).
      Djalma Santos


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